“Quando a mulher negra se movimenta, toda a estrutura da sociedade se movimenta com ela” - Angela Davis

Vivemos momentos de horror na política brasileira. O coronavírus chegou e está escancarando a política de morte do governo Bolsonaro, que não mede esforços para piorar a crise sanitária e intensificar as desigualdades sociais no Brasil. O governo Bolsonaro é resultado do golpe contra a ex-presidenta Dilma em 2016, a prisão ilegal do ex-presidente Lula em 2018 e da política de austeridade e ataque aos direitos que foram conquistados nos últimos anos. A população mais pobre, majoritariamente negra, é a maior afetada por esse desmonte.

O PT protagonizou uma verdadeira transformação na sociedade brasileira durante os governos Lula e Dilma. Políticas públicas como o Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida, Luz Para Todos, ProUni, Cotas, entre outras, foram responsáveis pela inclusão social de uma parcela da sociedade historicamente excluída. Essas políticas de promoção da igualdade social, racial e de gênero mostraram a importância da participação da classe trabalhadora, das mulheres, negras e negros, jovens e LGBTs na política.

O PT tornou possível o aumento da participação política e o aumento da representação desses setores através das políticas públicas, e internamente com a aprovação da paridade e das cotas raciais na direção do partido.

Historicamente o espaço político e de poder foi construído para ser ocupado por homens, sem que houvesse a participação das mulheres. O racismo e o patriarcado estruturam papéis sociais de dominação e exclusão que afastam das mulheres, principalmente as mulheres negras, a possibilidade de participar das decisões políticas em nosso país.

As mulheres negras estão na base da estrutura social. São maioria da sociedade brasileira, mas enfrentam as violências estruturais de raça, classe e gênero e por isso sua presença em espaços de decisão ainda é muito restrita. Porém, o que caracteriza as mulheres negras é a resistência e a luta por igualdade, democracia e justiça social.

A luta das mulheres foi responsável pela conquista de diversos direitos, dentre os quais o direito ao voto feminino que abriu espaço ao garantir a eleição de mulheres no legislativo e no executivo, entretanto, mulheres negras permanecem sub representadas no Brasil. Embora sejamos 25,38% da população brasileira, não há nenhuma de nós como ministra de estado no governo federal e somos apenas 2% do congresso nacional.

Essa mesma realidade se reflete nos estados e municípios. Em 2016 foram eleitos 57,8 mil vereadores nos mais de 5,5 mil municípios do Brasil, e destes, 2.874 são mulheres negras, apenas 5% de acordo com o TSE.

Esse cenário deixa evidente a distorção da democracia e a urgência em democratizar os espaços de poder e decisão política. Enquanto todos os grupos sociais não estiverem representados nos espaços políticos, não há verdadeiramente uma democracia.

Para transformar essa realidade decidimos criar um movimento para incentivar que jovens mulheres negras ocupem a política e sejam candidatas em suas cidades nessas eleições em 2020: Movimento Theodosina Ribeiro por mais Jovens Mulheres Negras na Política!

Theodosina Ribeiro foi a primeira mulher negra se eleger vereadora na Câmara Municipal da cidade de São Paulo (1970) e deputada estadual na Assembleia Legislativa de SP (1974) e se tornou uma referência para todas as mulheres negras que se interessavam e queriam participar da política. Theodosina faleceu em abril de 2020, mas seu legado permanece e por isso decidimos homenageá-la, pois é através da força de nossas ancestrais que nos mantemos na luta para construção de uma sociedade verdadeiramente feminista, antirracista e democrática.

Somos jovens, mulheres e negras, e acreditamos no Partido dos Trabalhadores como um instrumento de luta da classe trabalhadora brasileira com as condições para abrigar um movimento como esse de maneira exitosa e plena. Afinal, foi vanguarda na adoção de reserva de vagas para mulheres em suas instâncias, influenciando políticas afirmativas na legislação brasileira, assim como inovou ao instituir a paridade de gênero e cotas étnico-raciais e geracionais nas estruturas internas de direção e representação internas. Agora é preciso ir além e criar condições objetivas para reparar as históricas estruturas racistas sob qual nosso país foi construído.

Portanto, junte-se a nós! E venha fazer parte desse movimento e vamos juntas construir em nossas cidades uma política feminista, antirracista, democrática e igualitária!

Ler 314 vezes

Partido dos Trabalhadores

O Partido dos Trabalhadores surgiu como agente promotor de mudanças na vida de trabalhadores e trabalhadoras das cidades e dos campos, militantes de esquerda, intelectuais e artistas.

Foi oficializado partido político em 10 de fevereiro de 1980. O PT integra um dos maiores e mais importantes movimentos de esquerda da América Latina. Confira nossas redes sociais

 
 
 
 
 

Seja Companheiro!

Cadastre-se Online

Top