O cerco está fechando para o ministro de Bolsonaro, Marcelo Álvaro Antônio (Turismo), no esquema do laranjal do PSL, partido em que ele e Jair estão filiados. Nesta quinta-feira (27), a Polícia Federal prendeu seu assessor especial Mateus Von Rondon e dois ex-assessores.

A ação é parte das investigações do esquema de candidatas que emprestaram o nome para receber verbas eleitorais que foram desviadas pelo partido. As informações foram divulgadas pela Folha de S. Paulo. As prisões são mais um episódio do caso revelado pelo jornal em fevereiro. O escândalo já levou à queda do ex-ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno.

Diante das crescentes denúncias, Bolsonaro, que se diz contra a corrupção tem blindado seu ministro do Turismo. Mas a prisão de seu assessor especial é um elo legal entre Marcelo Álvaro Antônio e o esquema de candidaturas laranja.

O funcionário teve uma empresa que prestava serviços de internet e marketing entre 2013 e o início de 2019. O ministro de Bolsonaro era basicamente o único cliente do negócio. Segundo a Folha, Marcelo Álvaro Antônio apresentou à Câmara  uma série de notas fiscais emitidas pela empresa de Mateus para justificar gastos de cota parlamentar. Ele foi deputado por Minas Gerais na legislatura 2015-2019.

Após encerrar as atividades da empresa, Mateus foi nomeado assessor especial no ministério do governo Bolsonaro em 23 de janeiro de 2019.

A empresa dele também aparece na prestação de contas de quatro candidatas a cargos de deputada estadual e federal, que foram usadas como laranjas pelo PSL de Minas Gerais. À época, o diretório estadual do partido era comandado por Marcelo Álvaro Antônio. O caso está sendo investigado pela Polícia Federal e pelo Ministério Público de Minas Gerais.

A operação desta quinta-feira (27) também levou à prisão dois ex-assessores Roberto Silva Soares e Haissander Souza de Paula. Os dois trabalharam na campanha de Marcelo Álvaro Antônio para deputado e também atuaram em seu gabinete. O primeiro, entre 2015 e 2018. O segundo, de 2017 a 2019.

Entenda o esquema

Como presidente do PSL em Minas, Marcelo Ávaro Antônio podia decidir as candidaturas a serem lançadas. Nesse contexto, quatro candidatas a deputada estadual e federal receberam R$279 mil em verbas públicos de campanha. Elas ficaram entre as 20 candidatas que mais receberam recursos da legenda em todo país.

As investigações apontam que, desse total, R$85 mil foram destinados a quatro empresas que pertencem a assessores, parentes ou sócios de assessores de Marcelo Álvaro Antônio. Ele foi nomeado no início deste ano como ministro do Turismo do governo de Jair Bolsonaro, que também é filiado ao PSL.

Da Redação da Agência PT de Notícias com informações da Folha de S. Paulo

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