Desde que assumiu o cargo mais alto da República no Brasil, Jair Bolsonaro tem chocado o mundo com medidas que conduzem o país ao mais profundo retrocesso em diversas áreas. Mas seu total despreparo, que já causava espanto e indignação antes mesmo de tornar-se presidente, agora conduz também a imagem do próprio país ao fundo do poço a cada novo escândalo – o mais recente deles foi a prisão do militar da aeronáutica no aeroporto de Sevilha (Espanha) na terça-feira (25) com 39 quilos de cocaína em avião da FAB.

A aeronave seria usada pela comitiva de Bolsonaro em viagem ao Japão, mas foi detido em solo espanhol e a comitiva do governo brasileiro decidiu mudar a programação para tentar amenizar as consequências da notícia. Na parte da tarde, no entanto, o presidente em exercício, Hamilton Mourão, revelou em entrevista ao UOL que o militar detido por tráfico voltaria ao Brasil no mesmo avião que Bolsonaro.

Desde então, o caso tem sido repercutido em excesso pelos principais jornais do país europeu. A rede RTVE foi enfática na chamada escolhida para divulgar a notícia: “Detido em Sevilha um militar de Bolsonaro com 39 quilos de cocaína”.

A edição global do jornal El País descreveu o momento da apreensão e ainda citou o fato de o militar sequer ter se preocupado em disfarçar a droga – que estava dividida em 37 tabletes – em uma das duas malas que carregava.  O nome do militar não foi fornecido pela polícia espanhola.

Na contramão do mundo

O britânico The Guardian preferiu usar o escândalo da prisão do militar para relembrar a medida promulgada por Bolsonaro no início de junho que pretende endurecer as penas para os traficantes e obrigar usuários a se reabilitarem em centros privados ou religiosos.

“As novas regras elevam a sentença mínima de prisão para traficantes que lideram organizações criminosas de cinco a oito anos. Além disso, reforçam o papel das comunidades terapêuticas. Especialistas argumentam que a legislação move o Brasil na direção oposta de muitos países que tentam abordar o vício como um problema de saúde”, aponta a reportagem do periódico.

O jornal ainda reitera o fato de que, antes do governo de extrema direita chegar ao poder, os usuários de drogas no país tinham que concordar com a internação hospitalar, a exemplo do que ocorre nos países mais desenvolvidos do mundo.

Da Redação da Agência PT de Notícias

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