A deputada estadual Janaína Paschoal apresentou o PL 435/2019, para estimular a realização de cesárias no SUS. Se aprovado, determinaria que os hospitais públicos do estado de São Paulo instalem uma placa publicizando a cirurgia cesariana, além de estabelecer medidas de impedimento para o parto normal.


O projeto coloca o parto natural como segunda opção. No Brasil, 40% dos partos realizados pelo SUS já são cesarianas e esse número atinge 85% na rede privada. A Organização Mundial da saúde estabelece o percentual de 15% de cesárias como aceitável, já que a medida é fundamental em caso de riscos para a mulher e a bebê. Além disso, as cirurgias eletivas não podem ser a regra diante dos mitos que envolvem as dores do parto ou a comodidade dos profissionais de saúde.


Além disso, como em qualquer cirurgia, os riscos são reais, podendo acarretar hemorragia, infecção hospitalar, choque anafilático, infecções pós-operatórias, processos alérgicos associados à sutura, isquemia uterina seguida de necrose, dor pós-operatória e efeitos colaterais associados à anestesia (que podem perdurar por alguns meses).


Estudos apontam que as cesáreas aumentam as chances da mulher desenvolver infecção na fase pós-parto, de fazer transfusão de sangue e de passar por procedimentos cirúrgicos posteriores – como a retirada do útero. As complicações da prematuridade são a primeira causa de mortes neonatais e infantis em países de renda média e alta, incluindo o Brasil.
As mulheres do PT são contra esse projeto e vão atuar junto com a bancada do PT para barra-lo!

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