“Não será abrindo guarda-chuvas, contando bombons , cometendo erros de português e patrocinando agressões e fake news que o atual ministro vai esconder retrocessos”.

A postagem do ministro da EducaçãoAbraham Weintraub, em seu Twitter, é mais uma manifestação rebaixada e desqualificada de um ministro que busca desviar o foco da tragédia que é sua gestão no MEC. O ministro requenta uma vídeo manipulado, de cerca de quatro anos atrás, no qual Mercadante e sua esposa estavam na fila de embarque quando foram chamados pelo sistema de som, mais de uma vez, para comparecerem ao balcão da companhia, onde apenas confirmaram a informação que poderiam viajar juntos nas poltronas da classe econômica, como haviam solicitado.

Imediatamente, voltaram ao seu lugar na fila, quando foram agredidos verbalmente por um cidadão e seu pequeno grupo. O embarque ainda demorou um bom tempo. Mercadante sempre respeitou as filas e não foi diferente daquela vez, apenas marcada pela má-fé e a intolerância.

O atual ministro mais uma vez confunde Kafta com Kafka, Mercadante também jamais ameaçou qualquer testemunha ou cometeu qualquer crime. Com mais de 45 anos de militância e 30 anos de vida pública, jamais foi réu e vem demonstrando isso em todas as decisões judiciais.

Grave é patrocinar a demissão de um servidor público, subchefe de assuntos jurídicos da Casa Civil, porque cumpriu sua função e denunciou o Ministro na Comissão de Ética Pública. Tem razão a Folha de S. Paulo ao pontuar que o Brasil precisa de um ministro da Educação com o decoro e a estatura que o cargo exige.

O que o Brasil precisa discutir é o desastre que se aproxima. A três meses do fim do ano, o governo ainda não aprovou o novo Fundeb, o que irá retirar R$ 158 bilhões da educação básica pública. Precisamos discutir é o crime de acabar com Avaliação Nacional da Alfabetização e com as escolas em tempo integral. Urgente é debater as agressões recorrentes à autonomia universitária, já que com o atual ministro voltamos a presenciar a imposição de reitores biônicos, sem qualquer condições para administrar instituições complexas como são as universidades federais.

Educação precisa ser encarada como política de Estado, não de governos. Não será abrindo guarda-chuvas, contando bombons de chocolate, cometendo erros grosseiros de português e patrocinando agressões e fake news que o atual ministro vai esconder que não tem nada, absolutamente nada, para apresentar em sua gestão, a não ser retrocessos. O MEC precisa de gestão e de liderança qualificada, com histórico acadêmico, experiência política na vida pública e com decoro, como tantos ministros do passado, e que o atual definitivamente não possui.

Aloizio Mercadante, ex-ministro da Educação, ex-ministro da Casa Civil e ex-ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação

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